Anotações de diário de bordo.
Depois de um encerramento bastante animado e inesquecível com a canção da despedida, acordamos cedo na manhã seguinte para desmontar campo, fechar as malas e seguir em frente, aqueles que iriam para casa e outros, como nós, que decidiram ter um pouco de aventura pelo Peru.
E a aventura começou bem rápido. Passamos na casa da Beth (uma escoteira peruana que está nos servindo de guia e HOHO em Lima) para deixar guardadas as barracas e tudo que não fosse necessário e fomos tomar um banho em um hotel (que eu acredito que era motel por conta do espelho no teto) por uma barganha de 8 soles.
Depois disso não pudemos deixar de almoçar, já que todos haviamos comido mal no café da manhã no campo, claro, lá não havia absolutamente nada para se comer ás 6 da manhã. Eu, por exemplo, me senti satisfeita com um copo de leite com achocolatado, meio copo de chá Paraguaio e umas 4 bolachinhas salgadas.
Mas enfim, enchi o bucho com um maravilhoso peixe frito, bastante arroz (bastante MESMO, aqui a porção de arroz alimenta dois escoteiros famintos e ainda sobra), feijão, saladinha e uma entrada bem estranha, um tipo de bolinho de batata com recheio de sardinha com cebolas. Aiai, bueníssimo!
Logo em esguida apanhamos as malas e correr para a rodoviária! Os peruanos são bastante enrolados e ficamos bem preocupados se iriamos perder o nosso ônibus, mas no final das contas deu tudo certo. O único porém daqui é que seu anjo da guarda tem que trabalhar muito aqui, já que o trânsito é insano! Os peruanos são cheios de passar em sinais fechados, buzinar muito, xingar algumas coisas em espanhol que não dá para entender e apontar. Eu fico meio apavorada e meio estressada, porque o trânsito daqui chega a ser pior do que de São Paulo. Lá, pelo menos, que eu saiba, ainda tem gente que sabe que o vermelho serve para parar.
E acá estamos agora, num ônibus para Cusco. É, descobri que Cusco é com S, e não com Z no meio, como eu acreditava que era, mas enfim, detalhe bobo. A viagem dura 21 horas e já faz umas 14 horas que estamos viajando. Nós tivemos jantar, assistimos alguns filmes, ouvi um pouco de música e dormi pesadão durante a noite. O único problema é que agora que já estamos mais que a metade da viagem, o mal das montanhas tá chegando. Já estou começando e sentir o ar faltando, um certo tipo de enjôo, só de levantar para ir ao banheiro fiquei meio tonta, meio com medo de passar mal, então estou sentadinha aqui digitando no meu bebê e bebendo água de pouquinho, sem contar respirando fundo e tomando uma porcaria aqui de remédio que acho que é pra náuseas. Sei lá, todo mundo disse que era bom tomar, já que eu não quero morrer no Peru, tomei. Vamos ver se funciona.
Aqui pelo caminho parece que já está bastante frio, diferente de Lima, que era um calor do inferno o dia todo praticamente, parecia que tínhamos entrado em um forno, de tão abafado. De noite eu sentia um friozinho, mas isso porque eu sou friorenta, de resto, tudo de boa. Já Cusco tem fama de ser gelada e parece que está chovendo lá, pra variar. E já dá pra ver uma nevezinha da janela e umas lhamas perdidas por aí HAHAHAHHAA.
Estou esperando meu café da manhã agora, que to morrendo de fome, e espero também não morrer de mal da montanha. Mas isso eu conto depois, okokok.
A internet daqui do busão não funciona, então, assim que chegarmos ao hostel, teremos fotos, fotos e fotos. Adelante, hermanos!
Continue ai, nesses 20 dias.
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